Bootstrapping não é apenas para Startups

O bootstrapping é algo muito utilizado pelas startups que ainda estão entrando no mercado. Trata-se de uma técnica de autossuficiência financeira, que busca trabalhar apenas com o capital que a empresa consegue gerar, sem investimentos externos.

Mas, depois que você conseguir a ajuda dos seus primeiros investidores, será que é hora de deixar o bootstrapping de lado? Apesar de ser o que muitas empresas fazem, você pode, sim, beneficiar-se muito dessa estratégia, mesmo com mais capital em mãos.

O bootstrapping é uma das maneiras mais eficazes e baratas de garantir um fluxo de caixa positivo. Afinal, você trabalha com o mínimo de empréstimos possível e reduz os seus gastos com juros.

Quer saber como aplicar isso tudo na prática? Vamos lá!

 

bootstrapping

 

Crédito comercial

 

Você recebe uma grande encomenda de produtos de um cliente, mas não possui materiais o suficiente para produzi-la. Por isso, precisa fazer um grande pedido ao seu fornecedor. Somente depois de receber o valor da venda é que você terá como pagar o fornecedor. Mas, antes disso, precisa recorrer a um empréstimo.

É pra resolver essa situação que existe o crédito comercial. Trata-se daquela negociação com o fornecedor para que o pagamento só precise ser realizado no futuro. Dessa forma, a empresa tem tempo de produzir os seus produtos e realizar as vendas, para só então ter que pagar o fornecedor.

O crédito comercial é um grande recurso e deve ser utilizado sempre que possível, pois provoca um impacto positivo nas finanças. Não precisar recorrer a empréstimos para iniciar a produção significa evitar despesas com juros.

 

Factoring

 

O factoring é outra maneira de fazer o seu dinheiro render. Nessa prática, você vende os créditos de suas vendas a prazo para instituições financeiras, que lhe pagam uma comissão e assumem o risco de não recebimento dos créditos.

Para negócios que trabalham com um ciclo longo de vendas, essa antecipação no recebimento de valores pode ser um grande diferencial para manter todas as operações em funcionamento em curto prazo. É uma outra forma de evitar empréstimos com alta carga de juros.

 

Leasing

 

Outra prática que ajuda você a fugir dos altos custos é o leasing – ou arrendamento mercantil. Trata-se de um contrato em que uma arrendadora ou locadora adquire determinado equipamento do seu interesse, para então alugá-lo para você por tempo determinado.

Isso quer dizer que o bem nunca será seu, mas você poderá utilizá-lo através do pagamento de um aluguel que custa bem menos que o preço de compra. O leasing é indicado principalmente para duas situações:

  1. Você precisa de determinado equipamento por tempo determinado. Depois disso, não precisará mais dele. Imagine que você precise de um carro para viajar até as cidades vizinhas e encontrar parceiros comerciais. Depois de um ano de viagens, você não precisará mais viajar tanto. O ideal é não gastar comprando um carro que ficará parado se você pode alugá-lo.
  2. Você ainda não tem dinheiro para comprar o equipamento necessário. Nesse caso, você irá alugar um equipamento que é essencial para a sua atividade até conseguir vender produtos o suficiente para conseguir comprá-la. Imagine que você precise de um equipamento no valor de R$100.000,00 para iniciar a produção. Você pagaria muitos juros e taxas bancárias se optasse por um empréstimo. Através do leasing você pode alugar esse equipamento por dois anos e, depois de juntar parte do dinheiro, fazer a compra.

 

Terceirização

 

A terceirização de algumas atividades divide opiniões entre os gestores de empresas. Mas é uma opção que merece ser sempre estudada. O motivo é bem simples: é melhor deixar de fechar algumas vendas por falta de capacidade do que ter que despedir pessoas por ter superestimado a demanda.

As demissões trazem vários efeitos colaterais na empresa: espaço, móveis e computadores em excesso; trauma nos funcionários; reestruturação dos processos; má impressão para o público externo. E ainda podem trazer várias despesas trabalhistas.

A solução para isso pode ser a terceirização. Dessa forma, você não deixa de produzir e deixa de correr o risco de ter que demitir os seus funcionários – além de não ter que pagar seus salários. Apenas evite terceirizar funções estratégicas, como pesquisa e desenvolvimento, marketing e vendas.

 

O que você acha do bootstrapping? Já conhecia as vantagens que a técnica pode oferecer? 

 

 

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